ATÉ…O FIM!²
Por Caio Lafayette
Para entender a história, ler antes ATÉ…O FIM
ATÉ…O FIM!²
-O que está acontecendo?
-Não sei, mas parece que tanta coisa mudou – disse ela, aos prantos.
-Eu sei, mas isso uma hora ia acontecer…
-Achei que nunca ia acontecer com a gente!
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-Você sabe muito bem como foi da primeira vez!
-Não precisa jogar na cara!
-Não estou jogando na cara. Só estou tentando te lembrar que terminou comigo e depois de 10 dias me ligou chorando, pedindo desculpas…
-Foram 12 dias! – cheia de razão.
-Você não quer mais? – perguntou ele, sem querer perguntar.
-Não é bem assim. – respondeu ela, sem saber o que responder.
-Você precisa saber! – a espera de um ‘esquece tudo isso pois EU TE AMO’.
-É tão difícil acabar com isso e apagar você da minha vida. Mas não dá mais, temos que tentar seguir nossos caminhos, separados. – disse ela, chorando muito, querendo, na verdade, ‘esquecer tudo e falar EU TE AMO’.
Alguns momentos de silêncio até ele decidir argumentar:
-Da última vez combinamos de mudar e mudamos, não mudamos? – sem saber se alguma mudança realmente havia acontecido.
-Quanto mais as coisas parecem mudar, mais elas continuam as mesmas…
-Não é hora de filosofia barata ‘baby’!
-Está vendo, nem minhas filosofias você atura mais. – sorriu, entre soluços.
-Não é isso…
-É isso sim. ‘baby’!
-Não! – restou a ele bufar, afinal, talvez realmente não aturasse mais aquelas ‘filosofias’.
Mais silêncio. Dessa vez, ninguém parecia quebra-lo. Até que ela propôs:
-Não me atenda?
-O quê?
-Isso. Se eu te ligar, não me atenda! É isso.
-Então não me ligue!
-E se eu não conseguir? – abraçou-o, chorando em seu ombro.
-Não faça isso se não tem certeza.
-Eu nunca vou ter…
-E porque estamos mesmo terminando? – perguntou ele, encabulado.
-Já não somos mais namorados há algum tempo.
Restou a ele ouvir, e calar-se.
-Liga o carro e me leve em casa. Quer dizer, não me leve. Me deixe no ponto.
-Não vou te deixar a essa hora sozinha na rua, ‘baby’.
-Você não é mais meu namorado. – num último soluço, antes do silêncio.
Na hora de descer do carro, um beijo na testa.
-Você é a pessoa mais importante da minha vida, ‘baby’! – disse ela.
-Você… – e a porta do carro fechou-se, sem que ela soubesse se também era a pessoa mais importante da vida dele.
Post ao som de Conversa de Botas Batidas – Los Hermanos
